Insurgente – Veronica Roth

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Mais do que tudo, sinto saudade dos medos que senti nas últimas semanas, tão pequenos quando comparados aos de agora.

Hello! Eu já tinha desistido de ler a distopia Divergente depois que me contaram o final dela (odeio spoilers!), mas a adaptação de Insurgente acaba de chegar aos cinemas e eu me obriguei a ler o livro antes de ir ver filme.

Atenção: contêm spoilers do livro anterior.

Insurgente começa exatamente onde o livro anterior termina, em meio ao caos. Depois do ataque a Abnegação, Tris e Tobias refugiam-se na Amizade, um lugar pacífico que está servindo de abrigo para aqueles que necessitam. Mas eles sabem que não poderão se esconder para sempre. O sistema de facções está se desmoronando, lealdades são postas a prova, mentiras são reveladas e a guerra é cada vez mais iminente.

Nesse segundo livro, os mistérios que envolvem Chicago começam, aos poucos, a serem revelados. Tris está em busca de uma informação valiosa, que segundo alguns, pode por a baixo tudo o que eles acreditavam ser verdade – e que foi o motivo pela qual a Erudição e a Audácia atacaram a Abnegação.

Questões importantes começam a ser levantadas. Será que o mundo se resume apenas a Chicago? Ou existe alguma coisa fora da cerca?

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Tris está perdida, travando uma luta psicológica e ideológica dentro de si. A culpa pela morte de Will e de seus pais, o relacionamento nada perfeito com Tobias, a simulação, a guerra, as verdades que, aos poucos, vão sendo reveladas. Tudo parece demais para uma garota de apenas dezesseis anos.

Ela está perturbada e traumatiza, tanto que, parece tornar-se outra pessoa, sempre agindo de forma impulsiva e inconsequente. Enquanto lia, eu não conseguia decidir se sentia pena dela por tudo o que estava acontecendo ou se entraria nas páginas do livro e a mataria por tanta burrice.

Achei o romance no primeiro livro melhor construindo, enquanto nesse livro deixou a desejar. O relacionamento de Tris e Tobias se tornou, no mínimo, estranho – apesar de se amarem, pouco confiavam um no outro, a ponto de esconderem coisas cruciais entre si. Mas, não houve um triangulo amoroso, o que foi um fator positivo (estou fugindo de livros assim ultimamente).

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Em Insurgente, temos um foco maior nas outras facções e naqueles intitulados ‘sem-facção’. Conhecemos como cada uma vive e porque elas são tão importantes para a sociedade.

A cenas de ação também aumentaram, mas, apesar das muitas reviravoltas que acontecem no livro, ele foi um tanto maçante. Ele não flui e não me motivou a continuar lendo.

O ponto forte do livro foi o final, que conseguiu compensar todo o resto. Como ocorre em Divergente, nos é jogado uma bomba e o livro termina em meio ao caos, o que me deixou louca para ler Convergente.

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3 estrelas

Então, para aqueles que já leram, o que acharam do livro? E quanto ao filme? Bom ou ruim?

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Beijos e Abraços!