Insurgente – Veronica Roth

086

Mais do que tudo, sinto saudade dos medos que senti nas últimas semanas, tão pequenos quando comparados aos de agora.

Hello! Eu já tinha desistido de ler a distopia Divergente depois que me contaram o final dela (odeio spoilers!), mas a adaptação de Insurgente acaba de chegar aos cinemas e eu me obriguei a ler o livro antes de ir ver filme.

Atenção: contêm spoilers do livro anterior.

Insurgente começa exatamente onde o livro anterior termina, em meio ao caos. Depois do ataque a Abnegação, Tris e Tobias refugiam-se na Amizade, um lugar pacífico que está servindo de abrigo para aqueles que necessitam. Mas eles sabem que não poderão se esconder para sempre. O sistema de facções está se desmoronando, lealdades são postas a prova, mentiras são reveladas e a guerra é cada vez mais iminente.

Nesse segundo livro, os mistérios que envolvem Chicago começam, aos poucos, a serem revelados. Tris está em busca de uma informação valiosa, que segundo alguns, pode por a baixo tudo o que eles acreditavam ser verdade – e que foi o motivo pela qual a Erudição e a Audácia atacaram a Abnegação.

Questões importantes começam a ser levantadas. Será que o mundo se resume apenas a Chicago? Ou existe alguma coisa fora da cerca?

092

Tris está perdida, travando uma luta psicológica e ideológica dentro de si. A culpa pela morte de Will e de seus pais, o relacionamento nada perfeito com Tobias, a simulação, a guerra, as verdades que, aos poucos, vão sendo reveladas. Tudo parece demais para uma garota de apenas dezesseis anos.

Ela está perturbada e traumatiza, tanto que, parece tornar-se outra pessoa, sempre agindo de forma impulsiva e inconsequente. Enquanto lia, eu não conseguia decidir se sentia pena dela por tudo o que estava acontecendo ou se entraria nas páginas do livro e a mataria por tanta burrice.

Achei o romance no primeiro livro melhor construindo, enquanto nesse livro deixou a desejar. O relacionamento de Tris e Tobias se tornou, no mínimo, estranho – apesar de se amarem, pouco confiavam um no outro, a ponto de esconderem coisas cruciais entre si. Mas, não houve um triangulo amoroso, o que foi um fator positivo (estou fugindo de livros assim ultimamente).

095

Em Insurgente, temos um foco maior nas outras facções e naqueles intitulados ‘sem-facção’. Conhecemos como cada uma vive e porque elas são tão importantes para a sociedade.

A cenas de ação também aumentaram, mas, apesar das muitas reviravoltas que acontecem no livro, ele foi um tanto maçante. Ele não flui e não me motivou a continuar lendo.

O ponto forte do livro foi o final, que conseguiu compensar todo o resto. Como ocorre em Divergente, nos é jogado uma bomba e o livro termina em meio ao caos, o que me deixou louca para ler Convergente.

099 097

3 estrelas

Então, para aqueles que já leram, o que acharam do livro? E quanto ao filme? Bom ou ruim?

Facebook, Instagram, Flickr

Beijos e Abraços!

A culpa é das estrelas (John Green)

DSCN5704

Abri o Word para fazer essa resenha diversas vezes, mas, apesar de já ter lido o livro varias vezes, não me senti preparada para falar sobre ele – na verdade, ainda não me sinto, mas a adaptação chega amanhã aos cinemas e eu queria fazer a resenha antes disso.

A verdade é que eu tenho uma relação de amor e ódio com esse livro. Adoro ele por um tanto X de motivos e o odeio por outro tanto X de motivos – talvez a palavra certa não seja odiar.

DSCN5721

Como a maioria já deve saber, A culpa é das estrelas conta a história de Hazel Grace, uma adolescente de 16 anos diagnosticada com câncer desde os 13 anos. Ela divide seu tempo com os pais, programas de TV, seu livro preferido e seu companheiro Felipe, o cilindro de oxigênio que Hazel é obrigada a carregar para sobreviver.

Em uma das reuniões do Grupo de Apoio para Crianças com Câncer que sua mãe a obriga a participar ela conhece Augustus Waters. August tem dezessete e é um ex-jogador de basquete que perdeu uma perna por conta do câncer. Mas toda essa tragédia – do câncer – não impede que os dois se tornem amigos, e futuramente, se apaixonem…

DSCN5709

DSCN5730

Uma palavra define muito bem o livro: emocionante. Ele é uma mistura estranha (mas que deu certo) de romance, drama e humor negro. Ele tem uma carga emocional muito forte. Não apenas pelo fato de que o casal possui câncer, mas também pelas reflexões que eles fazem da vida no geral.

DSCN5722

Hazel é forte. Simples assim. Ela sabe que uma hora vai morrer e se conformou com isso. Uma de suas maiores preocupações é como seus pais vão reagir com sua morte – ela acredita ser algo como uma bomba, prestes a explodir. Acho que ela esperava se apaixonar por alguém – ou que alguém se apaixonasse por ela – sabendo qual seria seu destino. E o Gus é tão… fofo. É impossível não gostar dele.

Uma das coisas mais fofas do livro – a meu ver – é o modo como o casal protagonista expressa seus sentimentos. Hazel e Gus fugiram do tradicional ‘eu te amo’ e ‘para sempre’ – até por que eles sabem que não vão viver tudo isso. Além disso, eles têm uma forma muito diferente de ver o mundo.

DSCN5712

Passei o livro todo já tendo uma ideia do que ia acontecer no final, mas mesmo assim ele me surpreendeu – e então vieram as lágrimas e mais um pobre coração partido, no caso, o meu.

John Green tem uma escrita leve e divertida. Ele conseguiu abordar o câncer muito bem, sem que o livro se tornasse pesado e deprimente, ao contrário disso, ele faz diversos trocadilhos sobre o tema. E o enredo é bem estruturado, cheio de reviravoltas e os personagens muito bem construídos.

DSCN5742

DSCN5747

Enfim, é uma leitura obrigatória para quem gosta de livros dramáticos e envolventes, só tenha consciência de que ele é triste e que a probabilidade de que faça você chorar é enorme.

5 estrelas

Beijos e Abraços!